Sobrevivi às férias

August 30th, 2010

Pois é, foram duas semanas de gestão de tempo, paciência e energia muito criativas. Incluiram brincar aos cavaleiros e piratas, ser a Minnie para o Mickey do Tiago e tratar do doi-doi do gatinho, falar pelo Mickey de peluche a quem o Tiago gosta de mostrar tudo o que inventa, fazer compras no supermercado que estranhamente apareceu na minha cozinha, cozinhar com plasticina, pintar com aguarelas (sempre a preto), fazer pistas de carros e comboios, ler livros, fazer de gatinho e levar o Tiago a andar de triciclo, tudo geralmente com um bebé ao colo, e ainda arranjar uns momentos para prepara comida, dar banho, lavar roupa e loiça, limpar o caixote dos gatos, lavar o chão e preparar e enviar a ocasional encomenda.

Cheguei à conclusão que o ser humano tem recursos muito mais vastos do que imagina. Quando achamos que estamos exaustos e não aguentamos mais, mas não temos alternativa, é que nos apercebemos que afinal ainda conseguimos brincar às escondidas enquanto o esparguete coze e que a dor de costas causada pelo bebé de 4 quilos, que continua a crescer a uma velocidade maior do que o nosso corpo se consegue adaptar, afinal pode esperar mais um bocadinho porque não vamos ter tempo para nos deitar e descansar antes da meia noite. Encontra-se energia extra não sei bem como.

No final fiquei espantada com a falta de birras que esperava do Tiago. Parece que o rapaz está finalmente a crescer e a aprender paciencia. Desde que continuasse a falar com ele e prestar-lhe atenção, ele deixava-me ocasionalmente fazer algumas das tarefas que eu precisava. Geralmente queria ajudar, o que faz sempre com que se demore o dobro do tempo a terminar qualquer coisa, mas que se lixe – pelo menos vai aprendendo.

Pelo meio tive também a ajuda preciosa dos avós que, pelo menos um dia por semana levaram o Tiago a dar um passeio por um par de horas.

Hoje foi finalmente dia do Tiago voltar à escola- Quer dizer que pela primeira vez em duas semanas consegui tomar duche antes das duas da tarde. Por outro lado este post foi quase todo escrito só com uma mão enquanto a Joana está a mamar. As mães precisam de ser criativas.

O amigo do Tiago

August 25th, 2010

O Tiago teve esta tarde a visita de um amigo para brincar. É um colega da escola de quem o Tiago gosta e eu dou-me bem com a mãe dele por isso resolvemos combinar juntar os dois para ver como corria. Acho que não podia ter sido melhor.

A sessão de brincadeira começou com muita gritaria e correrias pela casa, seguido de corridas de carros, brincadeiras no piano, puzzle e ao fim de duas horas e meia, um bocadinho de tv porque já estavam a ficar cansados.

O Tiago, apesar da sua tendência para querer controlar as brincadeiras e não gostar nada de ver outros meninos brincar com as coisas dele gostou muito de mostrar os seus brinquedos e deixou o amigo escolher e brincar com os seus carros sem problemas. A certa altura queriam os dois o mesmo carrinho mas a coisa resolveu-se depressa e sem grandes confusões. Ao fim de duas horas o Tiago fartou-se dos carrinhos e decidiu fazer o puzzle do Noddy. Queriam os dois a caneta que vem com o puzzle e que apita mas eu guardei-a e fomos todos fazer o puzzle sem problemas.

O mais interessante é que o amigo do Tiago é Polaco e como tal ainda não fala muito bem português mas eles parecem entender-se lindamente mesmo sem grande comunicação verbal – ou melhor, cada um fala na sua lingua e isso não parece ser um grande impedimento.

Quando chegou a hora do Edi ir para casa é que foi mais complicado. O Edi foi a chorar ao colo da mãe porque não queria ir embora de forma alguma e o Tiago ficou a fazer beicinho durante um bocado e depois também desatou a chorar e a dizer que estava triste porque queria brincar com o amigo. Demorou um bocado a consolá-lo e a certa altura tinha o Tiago e a Joana a berrar ao mesmo tempo. Enfim. Pelo menos quer dizer que se divertiu e podemos repetir a dose um dia destes.

Joana, 1 mês

August 17th, 2010

Joana, 1 mêsNo dia 14 a Joana completou um mês. Tem sido um mês cansativo mas muito mais calmo do que me lembro de ter sido o primeiro mês do Tiago.

Como todos os bebés a Joana tem algumas dores de barriga ocasionais mas não é constante nem muito grave. De noite geralmente acorda de duas em duas horas ou de três em três para mamar mas não chega a chorar. Resmunga, come, mudo a fralda e volta para o berço, muitas vezes sem acordar completamente. É claro que isso para mim continua a ser difícil porque não consigo dormir muito mais de uma hora seguida. Mas acho que estou a aguentar muito melhor do que com o Tiago, porque já estava habituada a acordar durante a noite, e pelo menos ainda não comecei com alucinações.

Esta noite foi pior porque esteve acordada entre as 4 e as 6 da manhã e dormimos muito pouco.

Fora isso, a Joana gosta muito de estar ao colo, é super sensível a barulhos e quando chora mesmo a sério é geralmente porque foi acordada por qualquer ruído – um grito do Tiago, qualquer coisa a cair…

A Joana come muito bem, o que me ajudou a perder o peso extra da gravidez, e já visto a minha roupa normal. Ela está a crescer bem e a aumentar de peso de acordo com o que seria de esperar. Acho que vai ser mais pesada do que o Tiago, mas ele também nasceu umas semanas antes do tempo e isso faz diferença.

Eu já me consigo mexer normalmente e sem dores, o que é muito importante porque estou em casa com as duas crianças, algo que requer bastante ginastica – segurar na Joana que chora enquanto contruo casas de lego com a outra mão, conseguir dar banho a cada um sem o outro chorar ou fazer asneiras, etc.

No geral,tem sido mais fácil de cuidar deste segundo bebé mas é mais difícil porque agora preciso de gerir dois, sendo que um deles é um Tiago muito exigente a quem estou a tentar provar que continua a ter bastante atenção e companhia para as brincadeiras.

Adaptação

August 12th, 2010

O Pedro voltou ontem ao trabalho e estou agora sozinha com a Joana todo o dia. Até agora não tem sido muito mau, especialmente porque tenho tido a ajuda preciosa dos avós que vão buscar o Tiago à escola para eu não ter de passar meia hora a andar na rua com a Joana a sofrer os 32 graus destes dias.

Hoje resolvi arriscar um momento que a Joana estava a dormir para ir tomar banho mas quando saí já ela estava a berrar. Cada vez que tento fazer alguma coisa ela resolve acordar. O baloiço ajuda mas o tempo de calma continua a ser pouco e a Joana prefere mesmo assim estar ao colo.

Por isso mesmo, descansar não está no programa diário porque nos momentos em que ela se acalma eu tenho de aproveitar para comer, por exemplo, e depois acabou o descanso e voltamos à rotina de alimentar, mudar fraldas e acalmar a criança.

O pior é quando o Tiago chega da escola. Brincar com ele ainda se consegue, nem que seja com a Joana ao colo, mas quando chega a hora de preparar o jantar dele a coisa complica-se porque não me sinto muito confiante a deixá-los sozinhos visto que o Tiago pode acidentalmente deixar cair alguma coisa em cima da irmã se eu não estiver lá para ver.

A partir de segunda feira o Tiago entra de férias e vou estar com os dois a tempo inteiro. Vamos ver se sobrevivo a essas duas semanas…

O primeiro beijinho

August 11th, 2010

Ontem à noite tivemos finalmente o primeiro contacto entre o Tiago e a Joana.

Durante todo o dia, enquanto o Tiago está na escola, a minha atenção tem sido para a Joana, quase em exclusivo. Mesmo quando estou ao computador ela geralmente está ao colo e tem sido necessário ser substituida pelo Pedro para poder fazer coisas como ir tomar banho. Já me habituei e a maior parte do tempo o único problema é que fico cheia de dores nos ombros.

Quando o Tiago chega da escola tenho tentado tirar um bocadinho para brincar com ele como sempre, mas fazendo-o ver que de vez em quando é necessário prestar atenção à irmã que fica com fome ou precisa de mudar uma fralda.

Durante todo este tempo o Tiago tem-se recusado a tocar na irmã mas foi aos poucos ganhando alguma curiosidade e habituando-se à sua presença. Noto que de vez em quando vai para junto do berço fazer barulho e atirar brinquedos ao chão para ver como reagimos mas não tem sido agressivo.

Ontem à noite a Joana começou a resmungar e o Tiago perguntou o que se passava. Perguntámos se ele queria fazer uma festinha na mana e ele respondeu que não, como sempre, mas passados uns instantes pediu ao pai para tirar a Joana do berço para lhe dar um beijinho, e assim fez. Depois, como viu que ficámos felizes com a meiguice, disse que gostava de dar beijinhos e eu também tive direito a um. Isto, vindo do Tiago, é tão raro que me parece um óptimo sinal.

Chegou o baloiço

August 11th, 2010

Quando a Joana nasceu tinhamos pensado em comprar uma espreguiçadeira, que já deu muito jeito quando o Tiago era pequeno. Depois vimos o catálogo da Fisher-Price e resolvemos antes comprar um baloiço. A Joana gosta muito de movimento e de colinho, ao ponto de estar bem quando estamos em pé com ela ao colo mas começar a berrar assim que nos sentamos.

Como vou estar sozinha com os dois miúdos durante duas semanas, e mesmo que seja só com a Joana, há alturas que que vou precisar de a deixar para preparar comida ou ir à casa de banho, achei que o baloiço poderia resolver o problema dela começar a berrar assim que saio da sala, que é muito desagradável tanto para mim como para ela.

O Pedro correu as lojas todas que encontrou e não conseguiu encontrar o modelo que tinhamos escolhido (baloiço portátil compacto Amiguinhos do Planeta, ref. T2066), por isso resolvemos encomendar online, num site Espanhol (Eureka Kids). No site dizia que o baloiço estava em stock, mas passados uns dias recebemos um telefonema a dizer que afinal não havia e se queriamos esperar. Eram só 3 ou 4 dias por isso arriscámos, já que a alternativa era ir para Lisboa correr mais não sei quantas lojas.

O baloiço chegou hoje de manhã e já deu muito jeito. Não tenho as pilhas necessárias para por o baloiço automático mas empurrando à mão aquilo fica a baloiçar tempo suficiente para distrair a Joana enquanto vou buscar qualquer coisa à cozinha, etc.

A vibração é excelente para a acalmar, tanto quando está a berrar com as suas ocasionais dores de barriga, mas especialmente quando está irritada porque tem sono e nunca mais adormece.

A única coisa que me decepcionou é que no catálogo dizia que os bonequinhos pendurados rodavam e afinal não rodam nada – devem ter copiado aquilo de outro modelo e esqueceram-se de mudar o texto. É o risco de encomendar coisas que não se viu antes, mas também não é o mais importante.

O único problema é que o baloiço é uma cadeira, como o ovinho do automóvel, e não é suposto os bebés passarem muito tempo nessa posição. Da primeira vez que a Joana adormeceu no baloiço, tirei-a pouco depois para a deitar no berço e ela acordou passados poucos minutos. Agora já percebi que se esperar um pouco mais, até ter a certeza que está mesmo ferrada, já não se queixa tanto quando a transfiro.

Enfim, não é para usar sempre mas deve dar muito jeito para quando estamos cheios de sono e já não aguentamos mais gritos.

Viva o Angelcare

August 11th, 2010

Quando o Tiago nasceu comprámos um Angelcare. Deu-nos alguns sustos porque o Tiago dormiu desde muito cedo na cama de grades e rebolava para um cantinho durante a noite, fazendo disparar o alarme, mas valeu a pena porque conseguiamos dormir os bocadinhos que ele deixava sem estar constantemente em grande ansiedade.

Com a Joana voltámos a ir buscar o sensor de movimentos ao armário, para por no berço durante a noite.

Esta noite tivemos um pequeno susto que podia ter sido bem pior se não fosse o sensor. A meio da noite apitou, algo que é suposto acontecer se não existir movimento durante 15 segundos. Eu virei-me para a Joana, toquei-lhe e senti-a inspirar ligeiramente. Fiquei à espera de a ouvir respirar mas como não consegui ter a certeza voltei a tocar-lhe e ela inspirou novamente. Só então é que comecei a ouvir o som da respiração normal.

Sei que os bebés à vezes têm pequenas irregularidades e pode não ter sido nada de grave mas a verdade é que durante uns segundos fiquei de facto na dúvida se ela estava ou não a respirar e o sensor, pelos vistos, também. Como o calor é um dos factores de risco para recém nascidos e 30 graus durante a noite é mesmo muito calor, é fácil imaginar o pior. Nós bem tentamos ter o ar condicionado ligado, mas aquilo está mesmo por cima da nossa cama e acabamos sempre cheios de dor de garganta, pelo que não dá para ficar ligado a noite toda.

Enfim, sobrevivemos todos à noite e confirmámos que de facto mais vale usar o sensor para conseguirmos ficar um pouco mais descansados do que passar o tempo todo em stress.

É agora que deixo de ler português

August 6th, 2010

Os jornais e revistas começaram aos poucos a anunciar que aderiram à forma de escrever definida pelo novo acordo ortográfico. Compreendo que assim seja porque, uma vez que é oficialmente definido que se passa a ensinar a escrever assim, tem de começar a existir material escrito dessa forma e os jornais, revistas e livros sentem-se na obrigação de dar o exemplo e tentar habituar as pessoas ao novo português.

Compreendo a ideia da simplificação e no geral penso que não terá um impacto assim tão grande porque não são assim tantas as palavras que sofrem alteração e algumas têm dupla grafia, dando-nos opção. No entanto descobri que tenho um lado estranhamente patriótico que se revolta ligeiramente com a ideia de tal alteração ao nosso português ter sido feita como forma de nos aproximar da grafia dos brasileiros.

Que diferença é que faz escrever de forma diferente se se percebe à mesma? É mais facil haver confusão nos casos em que a mesma palavra tem significados diferentes, como por exemplo, a (para nós) inocente palavra ‘rapariga’ no Brasil significar prostituta – isso sim, pode dar grandes confusões. Agora cacto passar a cato, na minha opinião, não ganha nada a não ser fazer-nos tropeçar ocasionalmente no texto que estamos a ler para perceber o que raio é aquela palavra estranha.

Os ingleses e americanos também falam a mesma lingua e escrevem as mesmas palavras de formas diferentes e não os estou a ver a abdicar da sua identidade escrita só para a grafia ser ‘mais fácil’. Sim, de facto passar a escrever ‘thru’ em vez de ‘through’ é mais simples mas por exemplo a versão americana de ’storey’ é ’story’ e isso é uma grande confusão porque passa a ser uma mesma palavra com dois significados completamente distintos.

Um exemplo semelhante no ‘novo’ português é ‘acto’ passar a ‘ato’. Mas querem atar o quê exactamente?

Este tipo de descaracterização das palavras torna-se algo confusa para os adultos porque nós não lemos um texto letra a letra nem analisamos uma palavra de cada vez como as crianças fazem quando estão a aprender. Nós olhamos para uma mancha de texto e lemos um bloco de cada vez.

Nem toda a gente será como eu mas conheço mais algumas pessoas que também têm dificuldade em passar à frente o ocasional erro ortográfico óbvio que encontram num livro que estejam a ler. Apetece logo ir buscar uma caneta e corrigir o erro antes de passar à frente. É uma daquelas pequenas  irritações que nos tira momentaneamente da história que estavamos a seguir e nos interrompe a velocidade de leitura. Aposto que muitas das pessoas que lêem este site sofrem desse mesmo problema e gostavam de poder editar muitos dos meus posts, porque geralmente escrevo à pressa e não volto a ler o texto para corrigir trocas e faltas de letras. Sei que há muitos erros por aí fora e de vez em quando vou corrigir um post, mas o tempo nunca dá para tudo, e como não tenho dicionário integrado preciso de muita atenção para não deixar escapar nada.

Isto para dizer que tenho a sensação que graças ao acordo ortográfico vamos passar a interromper o nosso ritmo de leitura muito mais, porque a nova grafia vai parecer precisamente um erro ortográfico Nós queremos simplesmente mergulhar na história de um livro e afinal acabamos por ter de parar constantemente, mesmo que seja apenas por uma fracção de segundo, para tentar perceber o que raio é um ator, um trator ou o que é que eles estão a fazer quando leem. Passámos anos a aprender a escrever correctamente, aprendemos a ler depressa porque reconhecemos as palavras de relance em vez de as  ler letra a letra, e agora de repente vamos andar a tropeçar em palavras que não reconhecemos de imediato.

Não sei se nos próximos tempos vou conseguir ler livros em português. Podem estragar-me a lingua mas não me podem obrigar a aderir. A outra hipotese é começar a ler com um marcador vermelho atrás da orelha e ir corrigindo todos os erros que for encontrando.

Novo portátil

August 5th, 2010

Comprámos hoje um novo computador portátil para mim. Fartei-me de andar a gastar em dinheiro em montes de porcarias porque está tudo a avariar cá em casa quando a mais importante – um computador para eu poder verificar se tenho encomendas e escrever uns posts enquanto tomo conta dos miúdos – estava à espera que já não fosse preciso andar a poupar tostões.

Como também já estava a ficar maluquinha por estar fechada em casa praticamente o tempo todo há duas semanas, agarrei na Joana e fui com o Pedro correr as lojas de informática à procura de uma máquina decente por um preço razoável.

O Pedro estava obviamente a tender para o Mac mas já me custou o suficiente decidir que valia a pena ir gastar dinheiro num computador e não estava preparada para aceitar gastar assim tanto. Qualquer coisa que custe 3 vezes a nossa renda de casa parece-me excessivo numa altura em que estamos enterrados até ao pescoço com obras e duas casas para pagar.

Acabámos então por comprar um Acer que custou praticamente metade do Mac que o Pedro queria e que serve perfeitamente para o que preciso neste momento.

Puzzles

August 5th, 2010

O Tiago entrou recentemente na fase de fazer puzzles. Isso para mim é óptimo porque adoro puzzles, e quando imaginava ter uma criança a visão consistia muitas vezes em estarmos sentados à mesa a fazer um puzzle ou outras actividades do estilo.

Tudo começou graças a um episódio do ursinho Oso que ensina um menino a fazer um puzzle, separando as peças que têm um lado direito das outras. O Tiago começou a dizer que queria fazer um puzzle e lá fui eu buscar o puzzle do Noddy que lhe tinham dado no Natal. Ficou todo orgulhoso e quando o pai chegou foi logo mostrar-lhe.

Entretanto os avós já lhe deram mais dois puzzles e a facilidade com que ele faz aquilo aumentou brutalmente em poucas semanas.

Outro tipo de puzzles que ele está a aprender a resolver são os de jogos de computador. Tem andado a jogar um com o pai que consiste num robot a ter de resolver um problema para passar ao ecran seguinte – semelhante aos jogos do Myst, Monkey Island ou Sam and Max que eu adorava jogar há uns anos quando ainda conseguia arranjar tempo para essas coisas.

A verdade é que ele já consegue fazer muito daquilo sozinho, precisando de ajuda só naquelas partes em que é necessário acertar nos tempos.

Aquilo que se ouve muito são mãezinhas indignadas com o tempo que as crianças passam a ver televisão ou a jogar no computador mas isso a mim continua a parecer um bocado ignorância porque, desde que os pais cumpram a sua função de monitorizar aquilo a que as crianças acedem para ter a certeza que tem algum valor pedagógico, até agora só tenho encontrado vantagens nos programas de TV e jogos que o Tiago gosta. Acho que tem aprendido bastante sem ter a sensação que lhe estamos a tentar impingir algo ou a forçar algo, o que num menino bastante teimoso e que gosta de ser do contra é uma enorme vantagem.